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Contente nunca estou; feliz não sei
Se existe alguém ou neste ou noutro mundo.
Vou para o Nada, sou do Nada oriundo,
E entre dois Nadas desventura é Lei.
Da cobarde esperança emancipei
A previsão do meu destino imundo.
Sou consciente do mal em que me afundo,
E consciente do mal continuarei.
Nem revolta me fica, apenas pressa
De me tornar por fim parada peça
No cósmico rolar nefasto e louco.
Depois quero dormir um sono enorme
Que para uma aflição que nunca dorme,
A Morte, temo bem que seja pouco.
Reinaldo Ferreira
Foto:Yuri Bonder
PS:É repetido, mas apeteceu-me.
2 comentários:
Para tudo há sempre uma volta a dar. Desde que nascemos todos caminhamos para a morte, mas que seja sempre ela a nos surpreender e nunca nós a procurarmos e saibamos aproveitar a vida com lentes de esperança.
Força!
Beijos
Reinaldo e pronto.
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