segunda-feira, junho 09, 2008

Momento



O vôo dos pássaros prolonga
a beleza das tardes.
E há, em nosso olhar,
um vasto
dealbar.
Tudo, em grandeza, torna-se possível.
O visível nasce do invisível.
As nuvens acenam, de repente.
E aquilo que emergiu
é o emergente.

Artur Eduardo Benevides

Foto:Christian Testanière

5 comentários:

papagueno disse...

Lindo poema, com uma imagem maravilhosa.
Bjks

Paula Raposo disse...

Pois é. Beijos.

peciscas disse...

Mais uma vez, o encanto da natureza a inspirar os poetas.

Dois Rios disse...

"O visível nasce do invísivel."
O visível é a alegria, a dor, a tristeza, as lágrimas... que nascem e brotam do amor (do invisivel amor).

Menina_marota disse...

Agora percebo porque tinha tanta saudade de vir aqui... a poesia que partilhas enche-me a alma e acalenta o meu coração...

De uma simplicidade e rigor tão belo, este poema. Adorei!
Bjinhos e grata pela partida