segunda-feira, novembro 19, 2012

Bastava-nos amar. E não bastava


Bastava-nos amar. E não bastava
          o mar. E o corpo? O corpo que se enleia?
O vento como um barco: a navegar.
Pelo mar. Por um rio ou uma veia.

Bastava-nos ficar. E não bastava
o mar a querer doer em cada ideia.
Já não bastava olhar. Urgente: amar.
E ficar. E fazermos uma teia.

Respirar. Respirar. Até que o mar
pudesse ser amor em maré cheia.
E bastava. Bastava respirar

a tua pele molhada de sereia.
Bastava, sim, encher o peito de ar.
Fazer amor contigo sobre a areia.
Joaquim Pessoa 

Imagem retirada do Google

3 comentários:

Fatyly disse...

Sensual qb para o tornar belo.

Beijocas e uma boa tarde

Observador disse...

Basta o que basta.

Bj

Nilson Barcelli disse...

Gosto da poesia do Joaquim Pessoa. E deste poema/soneto também.
Beijo, querida amiga.