terça-feira, outubro 26, 2010

Um poema exemplar



Um poema exemplar: em linhas como:
«Cidade, rumor e vaivém sem paz das ruas,
Ó vida suja, hostil, inutilmente gasta,
Saber que existe o mar e existem praias nuas,
Montanhas sem nome e planícies mais vastas
Que o mais vasto desejo,
E eu estou em ti fechada e apenas vejo
Os muros e as paredes e não vejo
Nem o crescer do mar nem o mudar das luas.
Saber que tomas em ti a minha vida
E que arrastas pela sombra das paredes
A minha alma que fora prometida
Às ondas brancas e às florestas verdes»

Sophia de Mello Breyner Andresen

Imagem retirada do Google

3 comentários:

Paula Raposo disse...

Um poema lindo, lindo!
Beijos.

Observador disse...

Um? Ou mais um?

Kiss

Fatyly disse...

Foi muito bom reler!

Beijocas