sábado, julho 31, 2010

Venho de dentro, abriu-se a porta



Venho de dentro, abriu-se a porta:
nem todas as horas do dia e da noite
me darão para olhar de nascente
a poente e pelo meio as ilhas.

Há um jogo de relâmpagos sobre o mundo
de só imaginá-la a luz fulmina-me,
na outra face ainda é sombra

Banhos de sol
nas primeiras areias da manhã
Mansidões na pele e do labirinto só
a convulsa circunvolução do corpo.

Luisa Neto Jorge

Imagem retirada do Google

4 comentários:

Fatyly disse...

Muito bonito e afoto é genial.

Beijocas e um bom dia

Paula Raposo disse...

Poema e foto escolhida fantásticos! Adorei! Beijos.

Observador disse...

Lídia Jorge no seu melhor.

A foto sugere uma frescura que se complementa com um mergulho, ou mais.

Observador disse...

Escrevi Lídia Jorge mas queria escrever Luisa.

Sorry