segunda-feira, junho 28, 2010

A magnólia



A exaltação do mínimo,
e o magnífico relâmpago
do acontecimento mestre
restituem-me a forma
o meu resplendor.

Um diminuto berço me recolhe
onde a palavra se elide
na matéria - na metáfora -
necessária, e leve, a cada um
onde se ecoa e resvala.

A magnólia,
o som que se desenvolve nela
quando pronunciada,
é um exaltado aroma
perdido na tempestade,

um mínimo ente magnífico
desfolhando relâmpagos
sobre mim.

Luísa Neto Jorge

Imagem retirada do Google

4 comentários:

Observador disse...

A magnólia é uma flor linda.

E o texto maravilhoso.

Paula Raposo disse...

Tudo a condizer de belo: a imagem e as palavras.
Gostei.
Beijos.

Nilson Barcelli disse...

Há pequenas coisas que nos restituem a alegria de viver.
Belíssimo poema. Gostei e não conhecia a autora.
Boa semana, beijos.

Fatyly disse...

Desconhecia a autora e este poema, tal como a magnólia é suave e sensível!. Gostei muito!

Beijocas