segunda-feira, março 07, 2011

Subitamente surge. Tem o teu nome



O paraíso terrestre é uma flor verde.
As árvores abrem-se ao meio.
O que é sucessivo perde-se.
Se o tempo modifica os seres e os objectos
eu sinto a diferença e gasto-me.
O sol é um erro de gramática, a luz da madrugada
uma folha branca à transparência da lâmpada.
Soam então os barulhos. Soam
de dentro das caixas fechadas há mais tempo,
de dentro das chávenas de café.
É tarde e és tu.
acima de tudo,
entre a manhã e as árvores,
à luz dos olhos,
à luz só do límpido olhar.

Nuno Júdice

Imagem retirada do Google

2 comentários:

Observador disse...

Deveras interessante.

;)

Paula Raposo disse...

"à luz só do límpido olhar."
Uma beleza.
Beijos.