quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Para um amigo tenho sempre um relógio



Esquecido em qualquer fundo da algibeira.
Mas esse relógio não marca o tempo inútil.
São restos de tabaco e de ternura rápida.
É um arco-íris de sombra,quente e trémulo.
É um copo de vinho com o meu sangue e o sol.

António Ramos Rosa

Imagem retirada do Google

4 comentários:

Fatyly disse...

Um relógio importante e cheio de nostalgia!

Beijocas e um bom dia

Alien8 disse...

Wind,

Escolho este poema do Ramos Rosa como resumo do que hoje aqui li. Talvez por ser um daqueles em que se diz quase tudo em tão poucas palavras! Poucas, mas certeiras, insubstituíveis. entre esta imagem e as que acompanham os poemas da Sophia e do Eugénio, não sei escolher.

Um beijo.

polittikus disse...

Um relógio que faz o tempo voltar a trás...

Paula Raposo disse...

Este relógio marca outro tempo. Gosto muito deste poema.
Beijinhos.