segunda-feira, maio 30, 2011

Para um amigo tenho sempre um relógio



Para um amigo tenho sempre um relógio
esquecido em qualquer fundo de algibeira.
Mas esse relógio não marca o tempo inútil.
São restos de tabaco e de ternura rápida.
é um arco-irís de sombra, quente e trémulo.
É um copo de vinho com o meu sangue e o sol.

António Ramos Rosa

Imagem retirada do Google

3 comentários:

Fatyly disse...

Com e para os amigos nunca o tempo é inútil. Gostei imenso!

Beijocas e um bom dia

Paula Raposo disse...

O calor da Amizade!
Beijos.

Observador disse...

20 pontos.

:)