sábado, setembro 25, 2010

Nomeio o Mundo



Com medo de o perder nomeio o mundo,
Seus quantos e qualidades, seus objectos,
E assim durmo sonoro no profundo
Poço de astros anónimos e quietos.

Nomeei as coisas e fiquei contente:
Prendi a frase ao texto do universo.
Quem escuta ao meu peito ainda lá sente,
Em cada pausa e pulsação, um verso.

Vitorino Nemésio

Imagem retirada do Google

2 comentários:

Fatyly disse...

...e que belos versos. Não conhecia e gostei!

Beijocas e um bom sábado

Observador disse...

Universo, ou parte dele, em poesia do inesquecível Nemésio.

Bom fim de semana e tal...
;)