quarta-feira, julho 06, 2011

Meio-dia



Meio-dia. Um canto da praia sem ninguém.
O sol no alto, fundo, enorme, aberto,
Tornou o céu de todo o deus deserto.
A luz cai implacável como um castigo.
Não há fantasmas nem almas,
E o mar imenso solitário e antigo,
Parece bater palmas.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Imagem retirada do Google

3 comentários:

Fatyly disse...

Um poema genial e tão preenchente. De facto há silêncios tão bons e audiveis!

Gostei imenso!

Beijocas

eu disse...

Escrevi em tempos qq coisa que dizia mais ou menos "existem ocasiões em que o tempo é demorado!" e ocorreu-me qd li este poema da sophia :)

Janaina Cruz disse...

Belíssimo poema, embora exista na solidão do mar, o próprio já levou muita gente consigo ...

Amei!