terça-feira, setembro 30, 2008

Em Louvor da Promiscuidade



Quem tem de amor,
físico amor, ideia
que os olhos não possuem qual amor façamos
e que ele não vive do que os outros façam
ante os curiosos olhos com que bebamos
o ritmo das ancas como as formas
enlaçadas por mãos e pernas, sexos e bocas,
de pudicícia desastrada e matrimónica
com prostituta ou esposa. ou vive
de imaginar paixões por um só corpo
que não são mais que tê-lo tido e o hábito
de continuar a tê-lo. amor-amor
é uma outra coisa, mas não isto
nem o prazer que é feito de um prazer alheio
feito só de prazer sem pensamento
- que no promiscuo amor o imaginar
é só imaginar-se o que varia em acto.

Jorge de Sena

Imagem retirada do Google

7 comentários:

mfc disse...

toda a imaginação deve ser incontrolada!

Fatyly disse...

Que confusão, bolas:) deve ser do sono:)

Um beijo

Mocho Falante disse...

Adorei a sensualidade do poema...é belíssimo

beijocas

peciscas disse...

Um poema que é preciso ler várias vezes.
Para se encontrar a cadência certa.
E, aí, encontrar a beleza deste texto tão ritmado e revolto como o próprio acto de amor.

Paula Raposo disse...

Perfeito!! Gosto de Jorge de Sena. Beijos.

Márcia disse...

Gosto demais de Jorge de Sena, sabia?
Bom relê-lo justamente aqui.

Um beijo grande, deste meu lado do nosso mesmo mar.

Cristiano Costa disse...

lol,

este texto esta confuso, ou entao é do sono mesmo lol,

mas esta bem extruturado...
é pena ser um texto de promiscuidade ...

eheh

abraços