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Congresso de gaivotas neste céu
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo.
Querela de aves, pios, escarcéu.
Ainda palpitante voa um beijo.
Donde teria vindo! (Não é meu...)
De algum quarto perdido no desejo?
De algum jovem amor que recebeu
Mandado de captura ou de despejo?
É uma ave estranha: colorida,
Vai batendo como a própria vida,
Um coração vermelho pelo ar.
E é a força sem fim de duas bocas,
De duas bocas que se juntam, loucas!
De inveja as gaivotas a gritar...
Alexandre O'Neill
Imagem retirada do Google
2 comentários:
Aves só a águia gloriosa! Somos bicampeões, amiga! :)
Beijinhos e boa semana.
Uma poema tão sonante...uma pérola das várias que este poeta tem.
Beijocas e uma boa semana
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