segunda-feira, maio 11, 2015

Assim o Amor



Assim o amor
Espantando meu olhar com teus cabelos
Espantando meu olhar com teus cavalos
E grandes praias fluidas avenidas
Tardes que oscilavam demoradas
E um confuso rumor de obscuras vidas
E o tempo sentado no limiar dos campos
Com seu fuso sua faca e seus novelos

Em vão busquei eterna luz precisa.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Imagem retirada do Google

4 comentários:

Fatyly disse...

Lindíssimo!

PS:esta poetisa amava muito a natureza, a liberdade e sobretudo o mar e campos e não sei se lhe fizeram algum dia a pergunta, mas acho que detestaria estar "enfiada" no Panteão. Mas para os herdeiros é coisa finex!

O mesmo aplico ao Eusébio!

Beijocas e desculpa este à parte:)

FireHead disse...

Ela estar no Panteão é algo que o seu filho desnaturado aprova? :O

Fatyly disse...

Não sei se aprovou, nunca o ouvi a pronunciar-se sobre o assunto, mas acho que os familiares directos (cinco filhos e não apenas o que referes) tiveram uma palavra a dizer e como já está é porque aceitaram.

Observador disse...

Grande Sophia!