terça-feira, agosto 07, 2012

Trago na palma da mão a luz diurna



Trago na palma da mão a luz diurna: e a ferida no flanco.
O meu deus, o meu demónio, respira fundo e alto.
Ela, a minha múltipla companheira,
é uma coluna silenciosa e ardente.
A luz sela esta aliança entre o sopro e a matéria
e uma voz se eleva nos barcos do silêncio.

António Ramos Rosa

Imagem retirada do Google

2 comentários:

Observador disse...

O 'teu' António Ramos Rosa.

Gostei de ler.

Bj

Fatyly disse...

Ulálá...grande poema:)

Beijocas