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A fresta da madrugada
respira pela tua boca
ao fundo das tuas desertas.
Luz gris os teus olhos,
doces gotas da madrugada
nas colinas escuras.
O teu passo e o teu hálito
como o vento da madrugada
submergem as casas.
A cidade arrepia-se,
exalam cheiro as pedras –
és a vida, o despertar.
Estrela perdida
na luz da madrugada,
brisa que zune,
calidez, hálito -
a noite chegou ao fim.
És a luz e a manhã.
Cesare Pavese
Imagem retirada do Google
2 comentários:
Um poema meteorológico. :)
Bom fim-de-semana. :)
Olha que giro! Gostei.
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