segunda-feira, abril 14, 2014

As rosas



Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.


Sophia de Mello Breyner Andresen

Imagem retirada do Google

3 comentários:

Fatyly disse...

A doçura e realidade de Sophia. Foto e poema 5*****

Beijocas

Nilson Barcelli disse...

Grande Sophia.
Isabel, tem uma boa semana.
E uma Páscoa feliz para ti e para a tua família.
Beijo.

Observador disse...

É de Sophia e está tudo dito.