segunda-feira, fevereiro 03, 2014

Há muitos metros entre um animal que voa



Há muitos metros entre um animal que voa
E a escada que desço para me sentar no chão
Mas basta-me um quadrado de sossego
Para a distância absoluta

Está para além do que se vê a janela onde me debruço definitivo
Não é uma aparição
Nem se pode alcançar sem se ir em frente caindo

Só no fim da paisagem estou de pé como um para-quedista que desce
Suspenso como os santos num arroubo místico
Erguido como um anjo em suas asas
E sinto-me ser alto como um astro. Nuvem
Como se fosse um homem
Que levita


Daniel Faria

Imagem retirada do Google

4 comentários:

Observador disse...

Uma escrita para pensar, Isabel.

Bjs e boa semana.

Fatyly disse...

Uma autêntica reflexão...gostei!

Beijocas

Nilson Barcelli disse...

Magnífica escolha, gostei.
Beijos.

wind disse...

lololol