segunda-feira, maio 06, 2013

Ponto – Traço

              Um ponto negro – um traço
na planície branca
e uma pergunta no silêncio
resolve-se na luz
de uma outra folha inatingível
nudez de evidência ou
de um equilíbrio súbito suspenso
de um contorno novo
uma prosa branca
o desvio de um sulco
ou haste
perpendicular à lentidão do curso
o nome que ascende e principia o fluxo
que não cessa aqui.

António Ramos Rosa

Imagem retirada do Google

7 comentários:

Observador disse...

Estarei em 'dia não' ou o texto é confuso?

Talvez a primeira hipótese.
:(

Bj

wind disse...

Talvez seja confuso sim, sei lá, há dias assim:)

Fatyly disse...

António Ramos Rosas num dos seus vaipes habituais que nos deixam a pensar o que quererá transmitir...e o que me transmitiu apenas foi um "Ponto e traço" porque estou a morrer de sono e que já só vejo a minha cama lolll

Inté amíga****

FireHead disse...

Confuso? Nem por isso! Quem consegue interpretar textos do bêbedo do Pessoa também consegue compreender qualquer outro poeta!! O António Ramos Rosa de certeza que também bebeu antes de escrever o que escreveu, daí a bela coisa que saiu. :)

wind disse...

Opá vocês são tão maus:(
Também quando escolhi isto não devia estar nos meus melhores dias.lololol

Firehead, o Fernando Pessoa podia ser bêbedo, mas era um génio!

Observador disse...

Já percebi porque é que o meu vizinho diz que é um génio.
O gajo está sempre 'com os copos'
eheheh

wind disse...

Gargalhadas:)