quinta-feira, maio 16, 2013

A Solidão



A noite abre os seus ângulos de lua
E em todas as paredes te procuro
A noite ergue as suas esquinas azuis
E em todas as esquinas te procuro

A noite abre as suas praças solitárias
E em todas as solidões eu te procuro

Ao longo do rio a noite acende as suas luzes
Roxas verdes azuis.

Eu te procuro.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Imagem retirada do Google

2 comentários:

Fatyly disse...

Que magnífico poema tão cheio de tudo!

Beijocas

Observador disse...

Retratada apenas uma das formas de solidão.

Bjs