domingo, abril 15, 2012

Surdo, Subterrâneo Rio



Surdo, subterrâneo rio de palavras
me corre lento pelo corpo todo;
amor sem margens onde a lua rompe
e nimba de luar o próprio lodo.

Correr do tempo ou só rumor do frio
onde o amor se perde e a razão de amar
--- surdo, subterrâneo, impiedoso rio,
para onde vais, sem eu poder ficar?

Eugénio de Andrade

Imagem retirada do Google

4 comentários:

Fatyly disse...

Uma interrogativa que me leva a outras paragens do meu horizonte...Gostei imenso.

Beijocas e um bom domingo

sexta tentativa com estas letras...apreeeeee eu não sou robô loll

Observador disse...

Muito bom.
Imagem a condizer.

Quem inventou as letras que frequentemente nos confundem deve ser designer...

Bj

Nilson Barcelli disse...

Grande Eugènio.

Curioso, o meu poema também falo de rio... Mas não é subterrâneo...

Isabel, querida amiga, tem um bom domingo e uma boa semana.
Beijos.

POESIAS by Edison Cardoso disse...

Caro amigo, Wind.
Este poema de Eugénio de Andrade que você postou realmente diz tudo e simplesmente verdadeiro.
Um grande Abraço.
Edison