O verão começa
quando se solta
o estrondear da cor
contida no seu bombo rutilante.
Depois,
nada detém este clamor
porque
o sol reverdece as algas
com a viva alegria que não sustém,
o vento faz-se anunciar
com breves risadas de desdém,
e por fim o mar,
em ondas suaves,
ri-se também.
Manuel Filipe in"Medusa", pág. 15, edição do Autor
Imagem retirada do Google
2 comentários:
Tão lindo poema! Gosto da poesia do Manuel Filipe.
Beijos.
Por acaso já cheira a Verão. Belo Poema....
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