segunda-feira, agosto 26, 2013

quinta-feira, agosto 22, 2013

quarta-feira, agosto 21, 2013

segunda-feira, agosto 19, 2013

Full Moon - uma visão da saida da lua

O australiano Mark Gee  apresenta-nos uma belíssima imagem da lua pairando sobre o mirante de Mount Victoria, em Wellington (Nova Zelândia). O pessoal  reuniu-se ali em cima esta noite para ter a melhor visão possível da saída da lua.Capturei o video a 2.1 kilômetros de distância, no outro lado da cidade", explicou Gee na descrição de seu trabalho. Segundo seu autor, o material está exatamente como foi filmado, sem nenhum tipo de manipulação.  3 minutos e meio para desfrutar dessa beleza incrível em nossa latitude

http://player.vimeo.com/video/58385453?autoplay=1

quarta-feira, agosto 14, 2013

sábado, agosto 10, 2013

Assim o amor



Assim o amor
Espantando meu olhar com teus cabelos
Espantando meu olhar com teus cavalos
E grandes praias fluidas avenidas
Tardes que oscilavam demoradas
E um confuso rumor de obscuras vidas
E o tempo sentado no limiar dos campos
Com seu fuso sua faca e seus novelos

Em vão busquei eterna luz precisa

Sophia de Mello Breyner Andresen

Imagem retirada do Google

terça-feira, agosto 06, 2013

Do mar


Aqueles de um país costeiro, há séculos,
contêm no tórax a grandeza
sonora das marés vivas.
Em simples forma de barco,
as palmas das mãos. Os cabelos são banais
como algas finas. O mar
está em suas vidas de tal modo
que os embebe dos vapores do sal.

Não é fácil amá-los
de um amor igual à
benignidade do mar.

Fiama Hasse Pais Brandão

Imagem retirada do Google

domingo, agosto 04, 2013

Se todo o ser


Se todo o ser ao vento abandonamos
E sem medo nem dó nos destruímos,
Se morremos em tudo o que sentimos
E podemos cantar, é porque estamos
Nus, em sangue, embalando a própria dor
Em frente às madrugadas do amor.
Quando a manhã brilhar refloriremos
E a alma beberá esse esplendor
Prometido nas formas que perdemos.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Imagem retirada do Google

sexta-feira, agosto 02, 2013

Indisciplina



O bêbado deixa para trás as casas estupefactas.
Nem todos se aventuram a passear bêbados
à luz do sol. Atravessa tranquilo a rua,
e poderia entrar pelas paredes dentro, pois as paredes estão ali.
Só os cães deambulam assim, mas um cão pára
sempre que sente uma cadela e cheira-a cuidadosamente.
O bêbado não vê ninguém, nem mesmo as mulheres.

Na rua, as pessoas que se perturbam ao vê-lo, não se riem
e gostariam que não estivesse ali o bêbado, mas os muitos que tropeçam
ao segui-lo com os olhos voltam a olhar em frente
com uma praga. Passado que foi o bêbado,
toda a rua se move mais lentamente
à luz do sol. E se uma pessoa começa
a correr, é alguém que não o bêbado.
Os outros olham, sem distinguir, o céu e as casas
que nunca deixaram de estar ali, ainda que ninguém as veja.

O bêbado não vê as casas nem o céu,
mas sabe que estão ali, pois num passo pouco firme percorre um espaço
tão claro como as franjas do céu. As pessoas, embaraçadas,
deixam de compreender o que fazem ali as casas,
e as mulheres já não olham para os homens. Têm
todos, dir-se-ia, medo de que de repente a voz
rouca se ponha a cantar e os persiga pelo ar.

Cada casa tem uma porta, mas não vale a pena entrar.
O bêbado não canta, mas mete por uma rua
onde o único obstáculo é o ar. Felizmente
não vai dar ao mar, pois o bêbado,
caminhando tranquilo, entraria também no mar
e, deixando de se ver, prosseguiria no fundo o mesmo caminho.
Cá fora, a luz seria sempre a mesma.


Cesare Pavese

Imagem retirada do Google